9 de junho de 2014

Ecumenismo ou religiões unidas é obra do AntiCristo

Muitos crentes, evangélicos ou protestantes (cristãos não católicos) e até mesmo alguns católicos pensam que futuramente o AntiCristo se tornará o grande líder do mundo (Nova Ordem Mundial) e que ele instituirá a igreja mundial unificada de todos os credos, crenças, filosofias e religiões (movimento Unionista = unidade na diversidade).

· Nova Ordem Mundial, Ecumenismo, Reverendo Moon, Apostasia... - http://www.youtube.com/watch?v=QjYGOITaZ_k
· ECUMENISMO - Pastor prega na Igreja Católica, igrejas estão se unindo em nome da paz mundial - http://www.youtube.com/watch?v=M4GQWp23S8k
·   O DIABO É O DONO DE TODAS RELIGIÕES? - http://www.youtube.com/watch?v=HwqOfQghmp8
· O Papa Sugere um Só Governo Mundial Uma Nova Ordem Mundial - http://www.youtube.com/watch?v=5x43jpC6tPM&feature=youtu.be

Ocorre que cometem um equívoco clássico de "não enxergarem as coisas acontecendo debaixo do próprio nariz". O ecumenismo existe já faz décadas! O significado do termo "Ecumênico" é curioso e importante para que saibamos com o que estamos lidando. Segundo os dicionários, Ecumênico é "mundial, geral ou universal", tendo sua raiz etimológica no grego öikoumene (oicumene) – termo este que, na Bíblia é traduzido por João Ferreira de Almeida por "Mundo", expressando todo o "Universo de pessoas conhecido" ou o "conjunto de todas as coisas existentes". Assim, como o termo Católico, vindo do latim, significa Universal.

Esse movimento teve seu embrião há séculos através do sincretismo religioso (influência e incorporação de preceitos e práticas de um sistema religioso por outro) promovido pela Igreja Católica ("multifacetada Igreja Una" com várias ordens e teologias diversas: Teologia da Libertação, os Carismáticos, os Tradicionais, etc.) e depois praticado pelas igrejas evangélicas e as outras crenças.

Mas, de forma mais sorrateira, o Ecumenismo está sendo há muito tempo pregado pelas confrarias (Maçonaria, Rotary Club, Lyons Club, etc.) onde pregam um união dos povos/nações sem se importarem com a questão religiosa. Também pessoas com mais de uma crença ou religião (exemplos clássicos são os espíritas e maçons) que propagam que as crenças são todas iguais e levam ao mesmo deus.

Ocorre que isso configura apostasia; ou seja, um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, de um sistema estabelecido ou de uma autoridade; uma renúncia ou abandono de sua anterior fé ou doutrinação; sair do caminho divino; rebelião/revolta contra Deus. Portanto, não é apenas um mero, pequeno ou momentâneo desvio, deturpação, adulteração, perversão, corrompimento e abandono dos preceitos, credos, liturgias e rituais originais.

Também configura heresia, palavra com origem no termo grego haíresis e do latim haeresis (“opinião”, “sistema”, “doutrina”), que significa escolha ou opção. Ocorre quando alguém (herege) tem um pensamento diferente de um sistema ou de uma religião. Heresia, portanto, é a doutrina, crença ou linha de pensamento contrária ou diferente das Sagradas Escrituras ou da revelação divina.

Até à Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero, no século XVI, a Igreja Católica Romana manipulava todo o mundo chamado cristão.
Todavia, o Espírito Santo sacudiu a Igreja desviada, para tirar de dentro dela aqueles que queriam servir a Deus com sinceridade, colocando a Bíblia como única regra de fé e prática de suas vidas, e abandonando o tradicionalismo pagão da Igreja Católica Romana. Desde o levantamento dessas pessoas pelo Espírito Santo, a Igreja Católica Romana viu sair gradativamente de suas fileiras milhões de vidas que antes lhes eram obedientes escravos e fiéis contribuintes para seus cofres. Mas, uma igreja acostumada a prevalecer, não pela razão, mas pela imposição de uma religião estatal (desde 313, com o imperador romano Constantino), nunca pode ver com bons olhos a perda da influência e de poder; o que a levou a terríveis perseguições como a "Santa Inquisição" na Idade Média (ou a "idade das trevas"), onde quem não era Católico Apostólico Romano, não era cristão e, portanto, deveria ser morto, preferencialmente de forma horrenda e cruel; e, quem os matasse, seria recompensado através de indulgências (http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_01011967_indulgentiarum-doctrina_po.html).


Durante, pelo menos, mil anos antes de Lutero a Europa sofreu perseguições, prisões, torturas e assassinatos de Cristãos tidos como “protestantes” (que nunca fizeram parte da Igreja Católica ou que insurgiram contra seus credos, dogmas e práticas); numa distorção e ampliação do zelo exagerado e equivocado de Irineu de Lyon (bispo grego, discípulo de Policarpo de Esmirna, que por sua vez o foi do Apóstolo João; que, apesar de combater verdadeiras seitas e heresias, como fez Saulo de Tarso [depois convertido para Paulo], acabou também perseguindo cristãos pensando estar prestando um favor a Deus). Assim, o movimento entre sacerdotes e monges exigindo um retorno à Bíblia começou muitos séculos antes de Lutero, como, por exemplo, Prisciliano, bispo de Ávila; que falsamente acusado de heresia, bruxaria e imoralidade por um Sínodo em Bordeaux, França, em 384 d.C., foi, com outros seis, degolados em Trier, em 385 d.C. Passando rapidamente para os anos 1300, John Wycliff, “a estrela da manhã da Reforma”, se destacou pela autoridade das Escrituras, traduzindo-as e publicando-as na Inglaterra, e pregando e escrevendo contra as maldades dos papas e contra a transubstanciação. Jan Hus (John Hus, John Huss ou João Huss), fervoroso sacerdote católico e reitor da Universidade de Praga, foi influenciado por Wycliff. Excomungado em 1410, Hus foi queimado na estaca como “herege”, em 1415, pelo crime de convocar uma Igreja corrupta à santidade e à autoridade da Palavra de Deus.

Esses pré-reformadores prepararam o terreno para a Reforma de Lutero. O próprio Lutero disse: “não somos os primeiros a declarar que o papado é o reinado do Anticristo, visto como durante anos antes de nós, tantos e tão grandes homens encarregaram-se de expressar tão claramente a mesma coisa.” Por exemplo, num concílio realizado em Rheims, no século 10, o Bispo de Orleans chamou o papa de Anticristo. No século 11, Roma (Vaticano) foi denunciada como a “Sé de Satanás” por Berenger de Tours. Os Valdenses identificaram o papa como o Anticristo, num tratado do ano 1100 d.C. intitulado “a Nobre Lição”. Em 1206 uma conferência albigense apontou o Vaticano como a mulher “embriagada com o sangue dos mártires” (Apocalipse 17).

Provocado pela licenciosidade que viu no papa e no clero em Roma, e pelo custeio da construção da Basílica de São Pedro através da venda de indulgências (perdão dos pecados, mesmos os ainda nem cometidos) como bilhetes de passagem para o céu, em 31/10/1517, Lutero literalmente pregou sua Disputa sobre o poder e eficácia das indulgências (conhecida como as 95 Teses), no portão da Igreja do Castelo, em Wittenberg, na Alemanha. Cópias traduzidas do original em Latim foram amplamente distribuídas, incitando o debate através de toda a Europa, sobre a venda de perdão dos pecados.

Em 12/10/1518, detido e convocado a Roma por ordem do papa Leão X, Lutero foi conduzido até Augsburgo para ser julgado diante do Cardeal Cajetan. Tendo sido recusado um tribunal imparcial, Lutero fugiu durante a noite para salvar a vida. Em 03/01/1521, uma bula formal foi emitida pelo papa enviando Lutero para o inferno se ele não se retratasse. Convocado pelo imperador, que garantia sua segurança, Lutero apareceu diante do Tribunal Imperial na Dieta de Worms, em 17/04/1521. Instado a retratar-se de seus escritos, Lutero replicou: “Estou submisso às Escrituras que citei e minha consciência está cativa da Palavra de Deus. Não posso e não quero me retratar de coisa alguma; não posso agir de outro modo; aqui estou; que Deus me ajude!”.

A determinação de Roma (Vaticano) em eliminar a alegada heresia luterana, conforme expressa na segunda Dieta de Speyer, em março de 1529, levou uma porção de príncipes (alemães) independentes a assegurar o direito de viver conforme a Bíblia. Eles expressaram esta firme resolução no famoso “Protesto” de 19/04/1529, de onde se originou a palavra “protestante” para os cristãos não pertencentes à Igreja Católica (que foi, por séculos, a única organização formal de professos cristãos).

A Dieta Imperial foi realizada em Augsburgo para um completo exame das alegadas heresias protestantes. A Confissão de Augsburgo (composta por Melancton, de acordo com Lutero) foi lida em 25/06/1530, diante de 200 dignatários da Igreja e do Estado. Lutero não se atreveu a comparecer. A Confissão, condenada por Roma, tornou-se fundamental ao Luteranismo, desde então.

E se a Reforma Protestante não tivesse ocorrido? E se o monge Martinho Lutero não tivesse se insurgido contra o papa? Sem a Reforma promovida por Lutero, dentre outras coisas, a Bíblia continuaria existindo apenas em poucos exemplares em poder da Igreja Católica e continuaria escrita somente em Latim (idioma que poucos sabiam), os sermões ainda seriam em latim, continuariam as enormes vendas de amuletos e de perdão dos pecados e a Igreja Católica continuaria a mandar na Europa, contando com o apoio do seu braço forte, o Sacro Império Romano-Germânico (da família alemã dos Habsburgos) e de sua aliada Espanha (com sua terrível Inquisição). Assim, a Igreja e o Estado absolutista (os monarcas eram subordinados à Igreja, que era a dona de muitas propriedades) continuariam de braços dados por muito mais tempo; porque Deus levantaria outro mensageiro para fazer o trabalho (como levantou John Wesley para prosseguir, e avançar mais, com o reavivamento da Palavra).

Desde o Concílio de Trento (1545-1563), a venda de indulgências é ilegal. Porém, a prática de concedê-las continuou, apesar da doutrina Católica pregar que os pecados podem ser perdoados pelos padres através da confissão. Exemplos recentes: o papa João Paulo 2º concedeu indulgências aos romeiros que visitaram Roma durante o Jubileu da Igreja Católica, em 2000; e, o papa Bento 16 concedeu indulgências para os participantes do Dia Mundial da Juventude, na Alemanha (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1208200507.htm; Folha de S. Paulo, 12/08/2005, Caderno I, Mundo, p. A18).

·   A Igreja Católica Ressuscita as Indulgências - http://www.palavradaverdade.com/print2.php?codigo=3044

Em 1996 apareceu um rumor de que o papa João Paulo II estava querendo suspender a excomunhão de Lutero e que, o então Cardeal, Joseph Ratzinger (que depois virou o papa Benedictus XVI), pessoalmente bloqueou essa ideia. Ainda mais, em 1998, ele confirmou isso ao dizer que: “os anátemas levantados contra Lutero [e os protestantes] pelo Concílio de Trento continuam em pleno vigor”.

“Se alguém diz que o pecador é salvo pela fé somente, significando que nada mais é requerido para cooperar a fim de obter a graça da justificação, e que não é de forma alguma necessário que ele seja preparado e disposto pela ação de sua própria vontade, que seja anátema” (Concílio de Trento, Sexta Sessão, Cânone 9).

“Ensine-se aos fiéis que os veneráveis corpos dos santos Mártires e dos outros que vivem em Cristo devem ser venerados” (Concílio de Trento, 25ª Sessão, Decreto 985).

 “Quanto às imagens de Cristo, da Santíssima Virgem e de outros Santos, se devem ter e conservar especialmente nos templos e se lhes deve tributar a devida honra e veneração” (Concílio de Trento, 25ª Sessão, Decreto 986).


Com o passar dos anos após a morte de Lutero e de seus íntimos, pouco a pouco, foram sendo esquecidas as palavras e intenções de Lutero, bem como foi sendo destorcida paulatinamente a sua história pelas próprias pessoas que de diziam seguir e guardar seus ensinamentos. O fato de Lutero ter querido extirpar o câncer (agente corruptor e os membros corrompidos) da Igreja passou a ser ensinado como se ele nunca quisesse ter rompido com a Igreja Católica; depois, passaram a ensinar que ele nunca teria desejado romper com o papa; e, agora, já apregoam que ele nunca teria tido a intenção de insurgir contra o papa. Se tais coisas fossem verdade, Lutero teria se retratado para não ser excomungado pelo papa (bulas "Exsurge Domine" [http://agnusdei.50webs.com/exsdom1.htm] e "Decet Romanum Pontificem" [http://www.papalencyclicals.net/Leo10/l10decet.htm] que ainda estão em vigor).


Outro detalhe, o fato de que Lutero nunca quis fundar uma religião ou uma denominação religiosa, não pode ser interpretado como se ele quisesse continuar pertencendo à Igreja Católica. Ele havia entendido que os cristãos são livres; que não precisam de nenhum tipo de intermediação; que não precisam de um templo para poderem orar, adorar e louvar a Deus; que devem evitar relacionamentos com o Estado; que a liderança humana exclui a liderança do Espírito Santo; que a organização humana expulsa o Espírito Santo do controle; etc. Exemplificando melhor, desde o surgimento de Cristo sempre houve cristãos desvinculados de qualquer organização humana, denominação religiosa, pessoa jurídica, hierarquia eclesiástica ou reconhecimento estatal. Assim toda torre de Babel (Gênesis 11) é abominável para Deus e não tem parte com Ele, pois o Espírito Santo atua em pessoas físicas individualmente e não com pessoas jurídicas.

DENOMINAÇÃO RELIGIOSA É MORTE ESPIRITUAL - https://www.facebook.com/groups/498621473485362/640432182637623/

Assim, inacreditavelmente líderes luteranos têm se juntado à Roma papal, traindo essas legítimas verdades reveladas pelo Espírito Santo, pelas quais Lutero, e muitos outros, tanto lutaram e sofreram para defende-las e compartilhá-las.

Em Augsburgo, em 31/10/1999 (“coincidentemente” o dia exato em que Lutero, em 1517, pregou publicamente suas teses no portão), representantes da Federação Luterana Mundial (FLM) e da Igreja Católica Romana assinaram uma Declaração Conjunta sobre a Justificação (JD), neutralizando antigas diferenças e rejeitando todo o trabalho de Lutero.


Manchetes como “declaração conjunta termina virtualmente com o argumento da Reforma” apareceram no mundo inteiro. Lutero estava errado, afinal de contas. A data (31/10) e o lugar (Augsburgo) da assinatura da declaração conjunta foram intencionalmente escolhidos para enfatizar que a Federação Luterana Mundial renunciava às convicções de Lutero. Roma finalmente se vingara.

·   Artigo da Revista Veja, Edição 1.623, de 10/11/1999 - http://veja.abril.com.br/101199/p_106.html
·   Arquivo digital do jornal O Estado de S. Paulo - http://www1.estado.com.br/jornal/99/11/01/news086.html
· Católicos e luteranos afixam suas novas teses na Internet - http://www.novomilenio.inf.br/ano99/9910drel.htm
·   Católicos e luteranos comemoram dez anos de acordo conjunto - http://noticias.cancaonova.com/catolicos-e-luteranos-comemoram-dez-anos-de-acordo-conjunto/

Num conselho prévio de 49 membros da Federação Luterana Mundial, o voto unânime foi pela aceitação do teor da Declaração Conjunta. A Declaração Conjunta foi fruto de 30 anos de diálogo entre teólogos luteranos e católicos. Os Católicos não mudaram coisa alguma. O Vaticano se recusou, e se recusa, a anular qualquer um dos cem anátemas (maldições) proferidos contra os protestantes (ainda em efeito contra todos aqueles que proclamam a justificação exclusivamente pela fé em Cristo, sem os sacramentos da Igreja Católica Romana). Contudo, a Declaração Conjunta engana tanto os Protestantes como os Católicos, levando-os a crerem que a Reforma surgiu de um ligeiro mal entendido do verdadeiro Catolicismo.

A revista “Christianity Today” apareceu com uma série de artigos, em Dezembro de 1994, escritos por renomados eruditos cristãos, como J. I. Packer e Charles Swindoll. Um dos artigos sugeria que a Reforma foi apenas um mal entendido semântico e que a Igreja Católica Romana sempre acreditou na salvação pela graça.

Inegavelmente, a crença e a prática de um bilhão de católicos romanos espalhados ao redor do mundo (ignorados pela Declaração Conjunta) permanecem exatamente como sempre foram. O fato é que a linguagem cuidadosa, complexa e teológica da Declaração Conjunta não significa coisa alguma. Os católicos continuam rezando à Maria por salvação, e ainda acreditam que os méritos e graças de Cristo ganhos na cruz podem ser recebidos apenas em pequenas proporções, que nunca salvam totalmente e que só podem ser conseguidos através dos sacramentos da Igreja. E, os católicos, ainda se flagelam e praticam boas obras e sofrimento, a fim de obter a salvação. Intencionalmente, ou não, os evangélicos que assinaram esse documento estão endossando essas práticas pagãs e encorajando um bilhão de católicos numa falsa esperança.

Em 2017, luteranos e católicos, vão celebrar juntos os 500 anos da Reforma Protestante e recordar com alegria os 50 anos de diálogo ecumênico oficial conduzido a nível mundial, na esteira do Concílio Vaticano II. Em 2013, a Comissão Internacional de Diálogo Luterano-Católica pela Unidade, publicou: “From Conflict to Communion. Lutheran Catholic Commom Commemoration of the Reformation in 2017” (http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/lutheran-fed-docs/rc_pc_chrstuni_doc_2013_dal-conflitto-alla-comunione_en.html e http://www.lutheranworld.org/sites/default/files/From%20Conflict%20to%20Communion.pdf), onde além de detalhar a dita cerimônia ecumênica, resume a teologia de Martin Lutero e ilustra as resoluções do Concílio de Trento. A conclusão do documento apresenta um resumo das principais decisões comuns da Comissão de Diálogo Luterano-católico em 1967, particularmente sobre a justificação, a Eucaristia, as Escrituras e a Tradição.

Desde a Grande Reforma Protestante de 1520, não faltaram episódios que demonstrassem interesses em uma aproximação entre o catolicismo e seus dissidentes diretos (anglicanismo, luteranismo e ortodoxos). Surgiu assim um pan-protestantismo e, com ele, diversas sociedades missionárias interdenominacionais: a Sociedade Missionária de Londres (1795), a Sociedade de Tratados Religiosos (1799), a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (1804), a Sociedade Bíblica Americana (1816), a Sociedade Americana de Tratados (1825) e tantas outras. Entre os evangélicos, em 1846, surgiu em Londres, um movimento chamado Aliança Evangélica (com a finalidade de preparar um "concílio ecumênico evangélico universal").

Surgiram também associações mundiais leigas de jovens, que foram fundamentais para o desenvolvimento do ecumenismo. A primeira destas associações de cunho ecumênico foi a Associação Cristã de Moços, criada em Londres em 1844, por George William, que se espalhou pelo mundo e organizou-se em uma Associação Mundial a partir de 1855. A Associação Cristã Feminina, também londrina, foi criada em 1855. Outras organizações também tiveram sua importância: Movimento de Estudantes Voluntários para as Missões Estrangeiras, de 1886, e a Federação Mundial de Estudantes Cristãos, de 1895, ambos organizados por John Raleigh Mott, que foi um grande líder das iniciativas ecumênicas.

Quando aconteceu o Primeiro Parlamento das Religiões em Chicago, em 1893, um hindu de 30 anos de idade, chamado Vivekananda, quase desconhecido, inspirou ali o sonho de um sincretismo religioso com o Hinduísmo e o Cristianismo, para que fosse criada uma religião mundial. Esta ideia, que permaneceu incubada por algumas décadas, começou a despertar de modo inflamado, através das organizações e crenças do movimento Nova Era, tendo começado a se espalhar dentro das igrejas cristãs, antes preocupadas, em sua maioria, exclusivamente com a pregação do Evangelho de Cristo.

Já em 1908, várias igrejas protestantes tentaram uma aproximação em torno de uma organização com fins sociais, abrindo mão de posições doutrinarias. Organizaram, então, o Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América. Com o clima sombrio que antecedia a primeira Guerra Mundial, esta organização uniu-se a igrejas protestantes europeias, fundando assim em agosto de 1914, a Aliança Mundial para Promover a Amizade Internacional através das igrejas. Após a Guerra, em 1919, esta organização interdenominacional voltou a se reunir e mudou seu nome para Confederação Mundial Cristã de Vida e Ação. Antes disso houve a Conferência Missionária Mundial, em 1910, em Edimburgo, na Escócia, que deu origem, em 1921, ao Concílio Missionário Internacional. Já em 1937, quando voltaram a se reunir em Oxford, na Inglaterra, participavam dela as igrejas anglicana e ortodoxa (católicos dissidentes).

Em 1926, a Comissão Executiva da Associação Geral das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia adotou uma importante declaração que agora faz parte da Praxe Operacional da Associação Geral. Essa declaração tem significativas implicações ecumênicas. A preocupação da declaração era para o campo missionário e o relacionamento com outras “sociedades missionárias”. Contudo, a declaração agora foi ampliada para lidar com outras “organizações religiosas” em geral. Ela afirma que os adventistas do sétimo dia “reconhecem toda agência que eleva a Cristo perante os homens como parte do plano divino para a evangelização do mundo, e tem em elevada estima homens e mulheres cristãos em outras comunhões que estão empenhados em ganhar almas para Cristo”.

Pelo espírito de fusões, alianças e cooperativismo, um outro movimento surgido em 1910, na Escócia, o Fé e Constituição, que visava unidade doutrinaria, uniu-se em 1938 ao Vida e Ação e, em 1948, deram origem ao Concilio Mundial de Igrejas.

O CMI - Conselho (ou Concílio) Mundial de Igrejas (World Council of Churcheshttp://www.oikoumene.org/en e http://www.wcc-coe.org/), é a principal organização ecumênica em nível internacional, fundada em 1948, em Amsterdam, Holanda. Com sede em Genebra, Suíça, congrega, atualmente, mais de 340 igrejas e denominações religiosas em sua membresia (http://www.oikoumene.org/en/member-churches).

Em seus primeiros anos o CMI funcionava com base no universalismo cristocêntrico: todos irão para o céu, com base na obra expiadora de Cristo. Depois, em meados dos anos 1990, sob a liderança do secretário-geral Konrad Raiser, moveu-se ainda para mais longe da doutrina bíblica, para uma forma mais pluralista de universalismo. Seu paradigma hoje conclama a um novo entendimento, no qual “as distinções institucionais entre a igreja e o mundo e a sociedade desabam diante do passado histórico” (Konrad Raiser, Ecumenism in Transition [Ecumenismo em Transição], trad. Tony Coates, Genebra, Suíça: WCC Publications, 1991, p. 73).

Antes mesmo que se reunissem em sua III (3°) Assembleia em Nova Delhi, na Índia, em 1961, ao observar a facilidade e rapidez com que se uniram igrejas em um ideal unicionista, o Vaticano assumiu a ideia e, em junho de 1959, o papa João XXIII (58 – 63), em sua encíclica "Ad Petri Cathedram" (http://www.vatican.va/holy_father/john_xxiii/encyclicals/documents/hf_j-xxiii_enc_29061959_ad-petri_en.html), lançou as bases do movimento ecumênico, convidando todos os "irmãos separados" a unirem-se à "Igreja Mãe". Durante seu reinado, o papa Paulo VI (63-78) visou amplamente este ideal, fortemente demonstrado no Concílio Ecumênico Vaticano II, em seu decreto "Unitatis Redintegratio" (http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19641121_unitatis-redintegratio_en.html), cujo, 1º capítulo intitula-se: "Os princípios Católicos do Ecumenismo".

O Padre Hermann Geissler, da Congregação para a Doutrina da Fé, em entrevista a "The Portal" revista do Ordinariato para os ex-Anglicanos, disse: “el objetivo del movimiento ecuménico es una unión completa y visible con un único Cristo y con Pedro en una única Iglesia." (http://www.zenit.org/es/articles/oficial-vaticano-el-ordinariato-es-muy-importante-para-el-papa).

Em 1961, foi criado o “Temple of Understanding” (Templo de Entendimento - http://templeofunderstanding.org/) sob os auspícios de Thomas Merton, Dalai Lama, Neruh, Eleanor Roosevelt, Albert Schweitzer, Uthan (Secretário Geral da ONU) e dos papas João 23 e Paulo VI, todos eles visando a um completo entendimento mundial. Ficou combinado que a Catedral de São João, o Divino, em Nova York, seria o provisório quartel general do Parlamento e que o presidente do movimento chamado “Spiritual United Nations” (http://www.aquaac.org/) iria providenciar (entre 1985-1986) um local amplo para as reuniões futuras, o que não foi realizado, tendo o Parlamento continuado a se reunir na mesma Catedral, em Nova York.

Frisa-se que tal espírito de unificação já não é apenas um Concílio, mas já constituiu até mesmo uma igreja (Religiões Unidas = Igreja Conciliar e Pluralista; http://www.united.religions.org/).

Recentemente foi divulgado que Berlim vai ganhar um templo multirreligioso: "a House of One" (Casa de Um Só) – o primeiro edifício sacro do mundo a reunir, sob o mesmo teto, uma sinagoga (templo judaico), uma mesquita (templo muçulmano) e uma igreja cristã. Com início das obras programado para os primeiros meses de 2016 (http://www1.folha.uol.com.br/dw/2014/06/1465348-berlim-abrigara-primeiro-templo-do-mundo-a-reunir-sinagoga-mesquita-e-igreja.shtml). O projeto de arquitetura sacra na capital é iniciativa da Comunidade Judaica de Berlim, do Seminário Abraham Geiger, do islâmico Fórum de Diálogo Intercultural e da Congregação Luterana das Igrejas de São Pedro e Santa Maria.


A CESE - Coordenadoria Ecumênica do Serviço (http://www.cese.org.br/) foi fundada a 13/06/1973, em Salvador, Bahia, com a participação da CNBB, Igreja Episcopal do Brasil, Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil para Cristo, Igreja Metodista, Missão Presbiteriana do Brasil Central, com o apoio do Conselho Mundial de Igrejas. Embora o ecumenismo entre católicos e evangélicos tenha se consolidado na década de 60, através do CMI, foi somente através do Conic - Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (http://www.conic.org.br/), fundado em 1982, que se viu avanços concretos no diálogo entre as duas linhas do Cristianismo.

Em 29/03/1994, evangélicos e católicos assinaram a declaração conjunta: “Evangélicos e Católicos Juntos - A Missão Cristã do Terceiro Milênio” ("Evangelicals and Catholics Together: The Christian Mission in the Third Millenium" - http://ecumenism.net/archive/docu/1994_ect.htm). Essa declaração foi assinada por líderes cristãos como Chuck Colson, John Neuhaus, Dr. Richard Land, Convenção Batista do Sul, Dr. Jesse Miranda, das ADs, J. I. Packer, John White, da Associação Nacional dos Evangélicos, Mons. William Murphy, Chanceler da Arquidiocese de Boston, Arc. Francis Stafford, e endossada por Bill Bright, da Campus Crusade for Christ, Pat Robertson, da CBN, e muitos outros. O propósito dessa declaração é minimizar as diferenças. De fato, alguns estão chamando a Reforma de um mal entendido semântico. Um dos mais conhecidos apologistas cristãos diz que os católicos “crêem na justificação pela graça” e que as diferenças entre católicos e evangélicos “não são tão grandes como geralmente se imaginavam e nem tão cruciais... envolvem heresia... o completo âmago teológico do Cristianismo histórico é mantido em comum” (The Southern Cross, janeiro 13, 1994, p. 11, conforme citação de Dave Hunt no livro “A Woman Rides The Beast”, Harvest House Publ., Eugene, Oregon, p. 406).

O Ecumenismo cresce de forma semelhante ao espírito de fusões, aquisições, incorporações, alianças, convênios e participações nos blocos econômicos ou grupos comerciais: ALCA (Área Livre de Comércio das Américas), APEC (Cooperação Econômica da Ásia do Pacífico), ASIAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), CARICOM (Mercado Comum e Comunidade do Caribe), CEI (Comunidade dos Estados Independentes - antiga URSS), MERCOSUL, NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), Pacto Andino, SADC (Comunidade da África Meridional), Euro (União Europeia), etc.

Tal como outras entidades mundiais, a adesão ao Ecumenismo é feita, normalmente, através de representantes ou de forma grupal através da estrutura hierárquica. Ao frequentar ou se tornar membro de uma associação ou denominação religiosa ou se sujeitar a um ministro religioso, está instituindo-lhe como seu guia (líder) e outorgando-lhe procuração (poder de representação); com o que as palavras, assinaturas, atos, ensinamentos e acordos que ele realiza lhe envolvem. Assim, de forma similar, como existem os sindicatos, que se filiam a ente sindical de caráter estadual ou regional, o qual se filia a outro de nível nacional, que por sua vez se filia ao de nível internacional e, este, por fim, ainda se filia a outra entidade mundial (normalmente um “tentáculo” da ONU). Portanto, se for conferir se a denominação religiosa que você frequenta ou faz parte está no CMI, não se esqueça em que país está a matriz de tal denominação religiosa e de que ela está vinculada a várias entidades internacionais com sede em outros países. Já se for consultar seu ministro religioso, precisa saber em quais entidades profissionais, religiosas e demais associações ele está vinculado. Exemplificando, melhor, dois movimentos religiosos, “Vida e Trabalho” e “Fé e Ordem” se uniram para formar o Conselho Mundial de Igrejas (Utrecht, 1938; Amsterdã, 1948). Algumas das primeiras igrejas brasileiras a se filiarem a essa organização foram a metodista (1942), a luterana (1950), a episcopal (1965) e a Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo (1968).

A Igreja Mundial é semelhante a uma holding (http://pt.wikipedia.org/wiki/Holding) ou um conglomerado de várias empresas, produtos, marcas e bandeiras diferentes, tais como, por exemplos: Unilever (http://www.unilever.com.br/ e http://apocalink.forumfree.it/?t=44823724), Ambev (Companhia de Bebidas das Américas [Brahma + Antarctica + InBev + Labatt + Quilmes] - http://www.ambev.com.br/nossas-marcas), Bradesco (http://www.bradesco.com.br/html/classic/sobre/o-grupo-bradesco.shtm), Procter & Gamble (http://www.pg.com/pt_BR/marcas_inovacao/index.shtml), etc. Ou, ainda, como a ONU e seus vários tentáculos (http://www.un.org/en/aboutun/structure/index.shtml, http://www.onu.org.br/img/organograma.png e http://www.un.org/spanish/aboutun/organigrama.html).

Ainda exemplificando, comparemos com a estrutura da Igreja Presbiteriana do Brasil. Cada igreja local tem o seu concílio, chamado de Conselho. As igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado Presbitério. Os Presbitérios, por sua vez, compõem um Sínodo. O concílio maior da Igreja Presbiteriana do Brasil é o Supremo Concílio, reunindo todos os Sínodos. De forma semelhante isso ocorre nas outras denominações religiosas, como, por exemplo, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (http://www.cgadb.com.br/), Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (http://conamad.com.br/) e a Convenção Batista Nacional (http://www.cbn.org.br/). Recorde que copiaram isso da Igreja Católica; a qual criou a hierarquia eclesiástica (papa, cardeal, patriarca, arcebispo, bispo [ou abade, abade territorial, prelado territorial, exarca, vigário apostólico, prefeito apostólico, administrador apostólico, ordinário militar, ordinário pessoal, prelado pessoal, eclesiástico superior de uma missão sui iuris, administrador diocesano], presbítero ou padre, diácono e o leigo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_posições_na_hierarquia_católica) e possui o CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - http://www.cnbb.org.br/).

Paralelamente ao CMI existem outras entidades globais que aglomeram religiões (que logo terminarão de se unificarem numa coisa só): CIIC - Concílio Internacional de Igrejas Cristãs, CMIE - Conselho Mundial das Igrejas Evangélicas (http://www.cmieconselho.com/), ALADIC - Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs (http://www.aladic.org/), CIELF - Concílio Internacional de Igrejas Cristãs, WEA (Aliança Evangélica Mundial = 127 alianças em 7 regiões e 104 organizações membro), NAE (Associação Nacional de Evangélicos = mais de 45.000 igrejas de 61 denominações diferentes), Conselho Internacional do Desafio Miquéias (ONU), Aliança Batista Mundial ("Baptist World Alliance", 201 denominações batistas em mais de 140 países - http://www.bwanet.org/), Federação Luterana Mundial, Comissão Internacional de Diálogo Luterano-católica pela Unidade, Associação Ecumênica da Igreja da Inglaterra, ARCIC (Comissão Internacional Anglicano-Católica), Fraternidade Reformada Mundial (http://wrfnet.org/), AMIR - Aliança/Fraternidade Mundial de Igrejas Reformadas (World Alliance of Reformed Churches - http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/sub-index/index_alliance-reformed.htm, http://wcrc.ch/, http://www.crcna.org/http://www.martinbucer.com/wp-content/uploads/2013/07/declaracao.pdf), Movimento G-12 (http://visiong12.com/http://www.g12brasil.com/index.htm), Worldwide Faith News (http://www.wfn.org/), Associação Mundial para a Comunicação Cristã Global (World Association for Christian Communication Global - http://www.waccglobal.org/), CLAI (Conselho Latino Americano de Igrejas, Consejo Latinoamericano de Iglesias ou Latin American Council of Churches - http://www.claibrasil.org.br/, http://www.claiweb.org/ e http://www.clailiturgia.org/), ACT - Alliance (http://www.actalliance.org/about/actmembers), CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço – http://www.cese.org.br/), Movimento dos Focolares (http://www.focolares.org.br/), KOINONIA (http://www.koinonia.org.br/), Adhonep (http://www.adhonep.org.br/br/), AMIDE (Associação Missionária para Difusão do Evangelho - http://www.amide.org.br/), VEMBRASIL - Visão de Evangelização Mundial (http://www.vembrasil.org/), Aliança Bíblica Universitária do Brasil (http://www.abub.org.br/), ALUMI - Aliança Universitária para Missões (http://missaoalumi.wordpress.com/), ABUB - Aliança Bíblica Universitária do Brasil (http://www.abub.org.br/), Associação Nacional de União de Ministros do Evangelho de Cristo (http://assocnaciuniaoemcristo.blogspot.com.br/), Acrijem - Associação Crista Jetro de Evangelismo e Missões (http://www.acrijem.com.br/), Amir - Associação Missionária de Resgate para Reconciliação (http://www.missaoamir.com/), Marcha para Jesus (http://www.marchaparajesus.com.br/), AIM (Associação Internacional de Missões ou International Association of Missions - http://iamusa.org/), AMTB - Associação de Missões Transculturais Brasileiras (http://www.worldevangelicalalliance.com/commissions/mc/mc_southafrica/resources/REFORMA_DO_ESTATUTO_DA_ASSOCIACAO_DE_MISSOES.pdf e http://www.amtb.org.br/), AMTB - Congresso Brasileiro de Missões http://www.congressobrasileirodemissoes.com/), MISSÃO KAIRÓS - Associação para Treinamento Transcultura (http://www.missaokairos.com.br/), Aliança Cristã Evangélica Brasileira (http://www.aliancaevangelica.org.br/), AMIDE - Associação Missionária para Difusão do Evangelho (http://www.amide.org.br/), Congressos, Seminários, Convenções, Colóquios, etc.

Recorde que também existem as intituladas entidades de classe: CFP - Conselho Federal Pastor (http://www.conselhofederaldepastor.com.br/), CNPB - Conselho Nacional de Pastores do Brasil (http://www.cnpb.com.br/), CIMEB - Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (http://www.cimeb.org.br/site/), OTPB - Ordem dos Teólogos e Pastores de Brasil (http://www.pastoreseteologos.com/), CPB - Conselho de Pastores do Brasil (http://conselhodepastorescpb.ning.com/), CIPAM - Conselho Internacional de Pastores de Ministros (http://www.conselhodepastor.com.br/), etc.

Até mesmo com nomes e objetivos supostamente sem conotação religiosa, existem entidades internacionais que estimulam a unificação das religiões, por exemplo, a Conferência Mundial pela Paz (http://www.youtube.com/watch?v=M4GQWp23S8k), Comissão de Direitos Humanos da OAB (http://www.oabse.org.br/2197/culto-ecumenico-reune-autoridades-e-lideres-religiosos.html e http://www.faxaju.com.br/conteudo.asp?id=177167) e até mesmo debates sobre a água (http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais/ecumenismo/12208-conselho-mundial-das-igrejas-realiza-encontro-de-consulta-ecumenica-sobre-agua-).

Os seminários, acampamentos, passeatas, congressos e cultos interdenominacionais, assim como os cantores, shows, consertos, festas beneficentes, picnics, campeonatos, futebol, barzinhos e boates Gospeis grandemente contribuem para o Ecumenismo. Não se iluda, interdenominacional também quer dizer, e é, Ecumenismo.

· "Nossa Senhora une a evangélica Ana Paula Valadão e o Padre Fábio de Melo" - http://www.youtube.com/watch?v=ASfneacNdcw
·   4 cantores: 2 evangélicos (Regis Danese e Damares) e 2 católicos (Padres Marcelo Rossi e Fabio de Melo) no palco da XUXA - http://www.youtube.com/watch?v=bNkZFGSPFA4
·   Pastora Ludmila Ferber e o Padre Fábio de Melo - http://www.youtube.com/watch?v=cDLTc5LLqXk
· Pastor Bené Gomes dentro de uma igreja católica - http://www.youtube.com/watch?v=PftKpaS55mQ&list=PL93F179876B89035C
·   Diversos pastores e padres comungam da mesma mesa - http://www.youtube.com/watch?v=OAp_Xt6Uhw0
·   "Ecumenismo na Igreja Adventista do Sétimo dia" - http://www.youtube.com/watch?v=tNUl9kEKP0Q
·   Apostasia ômega Adventista - http://www.youtube.com/watch?v=EsqpCRAAQPg
·   Inauguração da uma Igreja Adventista com ajuda a Igreja Católica - http://www.youtube.com/watch?v=Y_kr9_MFgQw
· Papa Francisco prega o ecumenismo ao entrar em templo da Assembleia de Deus - http://www.youtube.com/watch?v=Cd1OowRXjXE
·   Apostasia na Assembleia de Deus Madureira Manoel Ferreira e Reverendo Moon Coreia 2010 - http://www.youtube.com/watch?v=IfN9toHM04Q
·   Pastor Evangélico Pregando em Igreja Católica - http://www.youtube.com/watch?v=T_iNxCl7my8
·  PR. GUDSON COSTA PREGANDO EM UMA CRUZADA CATÓLICA - http://www.youtube.com/watch?v=-pbXZ6wrv7U
· Líderes religiosos de vários países participam de funeral do papa da Igreja Copta no Egito - http://195.188.87.10/portuguese/videos_e_fotos/2012/03/120320_funeral_papa_copta_fn.shtml
·   Cidade da Luz reune líderes religiosos em culto ecumênico - http://www.youtube.com/watch?v=J_Xo904hVt8
·   Pastor da IASD fazendo acordo com Papa - http://www.youtube.com/watch?v=lHUQbNA_W0M
·   Primeiro Encontro Inter-religioso de São Paulo 26 março 2013 Catedral Nossa Senhora do Paraiso - http://www.youtube.com/watch?v=qWChuWJWHcw
· Papa Francisco e a união das igrejas - o ecumenismo avança para sua reta final - http://www.youtube.com/watch?v=hSkTNXmAtBU
·  Representantes de várias religiões se reuniram no estádio em um ato para promoção da paz - http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/05/igreja-lanca-campanha-social-para-copa-do-mundo-no-maracana.html
·   http://www.evangeliodejesus.org/wp-content/uploads/2013/05/DESENMASCARANDO-AL-G12.pdf
·   Papa se reúne com líder mórmon e pastor em busca de “união” - http://noticias.gospelprime.com.br/papa-ecumenismo-evangelicos-mormons/
·   Papa manda mensagem aos brasileiros e diz que futebol é oportunidade para promover harmonia entre os povos - http://oglobo.globo.com/brasil/papa-manda-mensagem-aos-brasileiros-para-copa-pede-solidariedade-paz-12818917
  ·   Líderes religiosos pedem paz e união na Copa no Brasil - http://noticias.gospelprime.com.br/religiosos-cartas-copa-do-mundo/
·   Igreja evangélica transmite jogo da Copa aos fiéis - http://gospelhoje.com.br/igreja-evangelica-transmite-jogo-da-copa-aos-fieis/
·   Igrejas promovem Copa Gospel com 300 atletas evangélicos - http://noticias.gospelprime.com.br/igrejas-promovem-copa-gospel/
·   Rodolfo Abrantes Pelo Fim da Cultura Gospel - https://www.youtube.com/watch?v=9LTFTKwTogg&feature=youtu.be

Uma pessoa não precisa ter seu nome, o da sua denominação religiosa ou do seu pastor registrado como membro do CMI para ser Ecumênico. Basta qualquer deles celebrar ou participar de qualquer acordo, tratado, trabalho, pregação ou cerimônia com algum representante de outra crença; bem como basta simplesmente crer ou professar essa crença de unificação de religiões. Como numa guerra qualquer ato de demonstração de afeição, estima, simpatia, amizade, sentimentos, consideração ou conivência com algum inimigo é considerado crime de traição.

Com as desculpas de diálogo inter-religioso ou de cooperação no campo missionário, muitas igrejas se unificam e acabam se ligando ao ecumenismo. Sua igreja contribui com as tais "Missões" ou "Evangelização" feita através de outra entidade hierarquicamente superior? Muitos pensam que quando os evangélicos se reúnem, mostram sua força "contra" o catolicismo. Isto não é verdade, porque estão abrindo mão de suas posições doutrinarias e, embora se mostrem com pujança no tamanho, número e muitas vezes no "barulho", mostram também fraqueza em conteúdo. Se abrem mão de suas crenças para se ajuntar entre si, até quando não abrirão mão delas para juntar-se ao Romanismo? Aliás, se o fazem com um, por que não com o outro?

DIZIMO EVANGÉLICO INDO PARA A CATÓLICA - CONCÍLIO MUNDIAL DE IGREJAS - http://www.youtube.com/watch?v=L3M2-DicrnE

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição." (II Pedro 2).

"Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.
Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.
Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras." (II João 9-11).

'Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu." (II Tessalonicenses 3:6).

"Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. 
Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão." (II Tessalonicenses 3:14-15).

"E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano." (Mateus 18:17).

"E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles." (Romanos 16:17).


"Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te." (II Timóteo 3:5).

Exemplificando, os ingleses fundaram em 1892 missões para atuar na América do Sul (Help for Brazil), South American Evangelical Mission (Argentina) e Regions Beyond Missionary Union (Peru). Após a Conferência de Edimburgo (1910), essas missões vieram a constituir a União Evangélica Sul -Americana – UESA (1911). Até 1913, foram organizadas somente treze igrejas congregacionais no Brasil, todas autônomas. Em julho de 1913, essas igrejas se reuniram em 1ª Convenção Geral, no Rio de Janeiro. Daí até 1942, a denominação mudou de nome dez vezes (União das Igrejas Congregacionais e Cristãs do Brasil). Em 1917 foi criada a Comissão Brasileira de Cooperação (entre as igrejas evangélicas históricas). Essa entidade se uniu em 1934 à Federação das Igrejas Evangélicas do Brasil e ao Conselho Nacional de Educação Religiosa para formar a Confederação Evangélica do Brasil (CEB). Nos anos 50 e início da década de 60, a CEB criou a Comissão de Igreja e Sociedade (1955), depois Setor de Responsabilidade Social da Igreja.

Até mesmo as associações com finalidade de impressão, compra ou distribuição de Bíblias pode ser comprometedora em razão de qual versão/tradução da Bíblia se trata, quais são as crenças e doutrinas dos outros associados, como será feita a distribuição, para quem serão distribuídas, em que circunstâncias será essa distribuição, etc. Claro que uma mera compra coletiva para reduzir custos (rateio de despesas), onde se conferiu a versão da Bíblia e cada um terá seus exemplares para destinarem da forma como bem aprouverem, não parece denotar uma unificação de credos.


Existe uma infinidade de agrupamentos religiosos: Gideões (http://www.gideoes.com.br, http://www.gideoes.org.br, http://gideoesmissionarios.org e http://www.gideoesrs.com.br), UNIPAS - União de Pastores de São Paulo (http://www.unipas.com.br/), Federação das Igrejas Evangélicas do Estado do Ceará, CIEAB - Confederação das Igrejas Evangélicas Apostólicas do Brasil (http://www.cieab.com.br/), Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas, Confederação Nacional de UPH's da Igreja Presbiteriana do Brasil (http://www.ipb.org.br/uph/portal/cnhp), Confederação Metodista de Homens (http://www.homensmetodistasdobrasil.com.br/), Confederação União Brasileira da Igreja Adventista do 7º dia, Confederação Geral das Igrejas Independentes do Brasil e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (http://www.conic.org.br/), cujas igrejas membros são: Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida (http://www.conic.org.br/cms/igrejas-membro).

Outro detalhe é que a adesão ao ecumenismo por algum ministro religioso ou por alguma denominação religiosa não precisa ser formalizada (assinatura de um documento), mas apenas demonstrada, pregada ou exercida. Assim, por exemplo, existem as tais cerimônias ecumênicas, como o culto da unidade do Concílio Geral com instituições e igrejas de várias partes do mundo (http://www.metodista.org.br/concilio-geral-culto-da-unidade-reune-liderancas-religiosas-internacionais).

É fato que líderes evangélicos mundiais, como, da Igreja Batista, Presbiteriana, Luterana e Pentecostais, já estão alinhados com o Papa (Igreja Católica e seu Ecumenismo), a partir da flagrante homenagem que prestaram ao Pontífice Romano nos Estados Unidos, à época, Bento XVI, onde se vê claramente, os líderes da antes denominada Igreja Protestante, reverenciando e beijando a mão do sacerdote católico. Sendo assim, quem protestava, deixou de protestar e agora faz parte da comunhão católica, tendo como líder, o Papa.

Nas "posses" dos papas todos os líderes religiosos comparecem à cerimônia dentro do Vaticano, onde, inclusive, muitos ajoelham-se diante dele e beijam-lhe o anel.

·   Ecumenismo Catolicos e Iglesias Evangelicas 2014 - http://www.youtube.com/watch?v=c7cy9plY_jA
· "Papa Francisco recebe os cumprimentos do Primaz da Igreja Apostólica Armênia do Brasil" - http://www.youtube.com/watch?v=p_82X6DsYAA
· Líderes Adventistas reverenciam o Papado como líder máximo do Cristianismo mundial - http://www.adventistas-bereanos.com.br/2006janeiro/ecumenismovideodopapahomenageadopelaiasd.htm

Em 2000, ocorreu a assinatura dentro de um templo católico, de um Tratado de amizade entre as igrejas Católica e a Adventista. Através desse tratado os pastores adventistas foram proibidos de atacar a Igreja Católica e, ainda, ficou combinado que o livro "O Grande Conflito" sofreria alterações (tal, como, por exemplo, a palavra "Igreja Católica", em muitos lugares, ser trocada por "Romanismo" nas novas edições).


Em 2008, um grande grupo religioso-representativo se concentrou na Sinagoga da Associação Religiosa Israelita (ARI) no Botafogo, para promover e desenvolver o que eles chamaram: Seminário do diálogo inter-religioso. Segundo eles, o evento constituiu uma mobilização pró celebração inter-religiosa, reafirmando a crença no diálogo e na possibilidade das diversas fé se unirem em prol do conhecimento mútuo e do entendimento. O evento foi marcado com presenças de um Arcebispo do Rio de Janeiro D. Orani Tempesta, do Sheik Salah El Din Mohamed, do Babalao Ivanir dos Santos, dos Rabinos Sergio Margulies e Dario Biáler e de representantes de diversos credos; com a participação de Monges Beneditinos que, juntamente com os cantores litúrgicos da ARI (André Nudelman e Oren Boljover). Entre as diversas correntes de influência religiosa, autoridades políticas, educadores e líderes religiosos, estavam presentes representantes da modalidade evangélica: Pastor Marcos Amaral, da Igreja Batista, e, Pastor Francisco Nery, representando a OMEBE (Ordem dos Ministros Evangélicos no Brasil e no Exterior), de caráter interdenominacional, que agrega Pastores de diversas denominações tradicionais importantes (Assembleia de Deus, Quadrangular, Batista, etc.).

O Ecumenismo traz e faz confusão de divindades, livros sagrados, doutrinas, liturgias, línguas... lembrando o episódio da Torre de Babel. Colocar no mesmo altar, como no se fosse o Panteão Romano, todos os deuses e livros sagrados das religiões pagãs, é aberração para com o Deus Cristão. Até mesmo nas mitologias de múltiplos deuses, existe um deus maior que lidera; quem seria esse deus maior no Ecumenismo?

·   Igreja Evangélica ou Centro de Cultos Afro-Brasileiros - https://www.youtube.com/watch?v=M57qUea_MJo
·   Igreja ou centro de macumba? Culto a Deus ou ao demônio? Padre ou pai de santo? Cristãos ou pagãos? Deus ou o diabo? Anjos ou demônios? - http://pt.gloria.tv/?media=270965
·   Pastor diz a Verdade sobre o Culto Evangélico e o Culto da Macumba - https://www.youtube.com/watch?v=-b4pvu_Sl50
·   A APOSTASIA DENTRO DAS "IGREJAS" - SHOW GOSPEL - https://www.youtube.com/watch?v=vdt_rLlNXgU

Somos colocados em igualdade com os demais, fazendo parecer que tudo é a mesma coisa, quando não é e não deve ser. Como conciliar ensinamentos heréticos (como a existência de um Purgatório para as almas perdidas; a função intercessora de Maria, o sumo sacerdócio papal) e práticas idólatras católicas (como adoração à Maria, aos santos e às imagens), claramente contrários aos postulados bíblicos, com a fé cristã professada pelas Reformas Protestantes, que só adora a Deus e tem Jesus como único e exclusivo Salvador e Mediador entre Deus e os homens? É hipocrisia não dar importância às diferenças doutrinarias ou dizer: "ele crê errado, mas isto não tem importância. Está bem para mim deste jeito", se sabemos que Deus não pensa assim. Caso contrário não haveria necessidade da Bíblia; Deus aceitaria a todos de qualquer maneira; e, Cristo teria morrido em vão. Se de qualquer jeito está bom, para que Cristo e para que Bíblia?

·   "Além do facto de se apoiar em teses heterodoxas, o ecumenismo é nocivo para as almas, no sentido em que relativiza a fé católica, contudo indispensável à salvação, e perverte a Igreja Católica, única arca de salvação." ("Do Ecumenismo à Apostasia Silenciosa - 25 anos de pontificado de João Paulo II", Item 31, p. 9; http://www.capela.org.br/Crise/silenciosa.pdf e http://pt.scribd.com/doc/100511131/FSSPX-Do-Ecumenismo-a-Apostasia-Silenciosa).

·   "Os erros do Ecumenismo" segundo os católicos - http://www.fatima.org/port/crusader/cr79/cr79pg57.pdf


·   "Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro." (Mateus 13:30).

A Conferência de Lambeth de 2008 (http://www.lambethconference.org/), reunião magna da Comunhão Anglicana, resultou no compromisso dos 657 Bispos presentes em manter a unidade, após as várias ameaças de cisma por causa da ordenação episcopal de mulheres e homossexuais (http://pt.radiovaticana.va/storico/2008/08/05/conferência_de_lambeth:_anglicanos_conseguem_manter_unidad/por-222925).

·   Jornal israelense acusa entidade ecumênica “Conselho Mundial de Igrejas” de incitar o ódio contra judeus - http://fatosemfocobrasil.com/2013/10/01/jornal-israelense-acusa-entidade-ecumenica-conselho-mundial-de-igrejas-de-incitar-o-odio-contra-judeus/

E, o ecumenismo é encabeçado pela Igreja Católica através do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos [ou para o Diálogo Inter-religioso] (http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/interelg/index_po.htm) e da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB ("Marionetes do Papado: Construindo a Religião do Mundo Unificado" - http://www.espada.eti.br/rc145.asp e "Os Planos Globais do Vaticano" - http://www.espada.eti.br/n1477.asp); sendo que o papa Francisco afirmou que Deus vai concluir o milagre “de unificação das Igrejas cristãs” (http://noticias.gospelmais.com.br/papa-afirma-deus-vai-concluir-unificacao-igrejas-cristas-65382.html e http://www.apocalipseuniversal.com/2013/03/papa-francisco-confirma-dialogo.html).

·   "Evangelical-Roman Catholic dialogue" - http://ecumenism.net/docu/ev_rc.htm
·   Papa é o grande líder mundial para a revista Fortune - http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/14110830/138
·   Papa Bento 16 reúne líderes religiosos na Itália - http://www.youtube.com/watch?v=62mZwG29sFw
· Papa francisco e a união das igrejas - o ecumenismo avança para sua reta final - http://www.youtube.com/watch?v=hSkTNXmAtBU
·   Cúpula mundial de líderes religiosos do G8 - http://www.youtube.com/watch?v=oGxYExGC24c
· Papa Francisco celebra missa para religiosos na Catedral de São Sebastião, no Rio - http://www.youtube.com/watch?v=ziGVZFENpO4
· CN Notícias: Papa recebe grupo de bispos árabes - 17/09/13 - http://www.youtube.com/watch?v=4Zp2TPALFYw
·   Papa pede união de todas as religiões em defesa da paz - http://www.youtube.com/watch?v=OTesKTv1kl0
·   Líderes Religiosos reforçam ecumenismo - http://www.youtube.com/watch?v=QDsHbhNuW_E
·   Papa saúda comunidade muçulmana - http://www.youtube.com/watch?v=1VdzITggcDU
· 31 igrejas cristãs e 176 religiões não cristãs (http://www.youtube.com/watch?v=Jf8_4j0W3NA e http://www.youtube.com/watch?v=cvGtsGE5UXc) aceitaram o convite de Bento XVI para o encontro inter-religioso em Assis, Itália - http://rr.sapo.pt/bolabranca_detalhe.aspx?fid=29&did=36439

Aos 15/11/2007, a Igreja Católica, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, na celebração dos 25 anos da fundação do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), realizada em São Paulo, no templo do Mosteiro de São Bento, resolvem reconhecer mutuamente a validade do Batismo administrado nas respectivas Igrejas e tornar público este reconhecimento (Informativo dos Luteranos, de Janeiro/2008, p. 2 e http://www.doutrinacatolica.com/modules/news/article.php?storyid=2550).

Em 2011, os líderes da Igreja Católica, da Igreja Presbiteriana (EUA), Igreja Cristã Reformada da América do Norte, Igreja Reformada da América e a Igreja Unida de Cristo, selaram um “Acordo Comum de Reconhecimento Mútuo do Batismo” ("Common Agreement on Mutual Recognition of Baptism" - http://www.usccb.org/beliefs-and-teachings/ecumenical-and-interreligious/ecumenical/reformed/upload/OFFICIAL-Common-Agreement-on-Mutual-Recognition-of-Baptism-Roman-Catholic-Reformed-Church-Dialogue-2011.pdf).

Em 2012, ao termo de três anos de reflexões promovidas pelo Conselho das Igrejas holandesas, nove Igrejas dos Países Baixos, entre as quais a Igreja católica, subscreveram uma declaração comum na qual elas reconhecem o mesmo batismo cristão (http://www.ihu.unisinos.br/noticias/510660-nos-paises-baixos-um-passo-para-batismos-ecumenicos).

No dia 25/01/2014, na Catedral Lusitana de São Paulo, em Lisboa, Portugal, Cinco igrejas históricas (Católica, Lusitana Apostólica Evangélica, Evangélica Metodista, Evangélica Presbiteriana de Portugal e Ortodoxa do Patriarcado da Constantinopla) assinaram um documento reconhecendo oficialmente o batismo praticado entre elas (http://www.anglicannews.org/news/2014/04/mensagem-do-s%C3%ADnodo-da-igreja-lusitana.aspx, http://www.gpsgospel.com.br/evangelicos-e-catolicos-admitem-unico-batismo e https://www.facebook.com/igrejalusitana/posts/784603414896832?fref=nf).

No dia 21/04/2014, as Confissões reunidas na Comunidade de trabalho das Igrejas Cristãs Suíças (CTE), assinaram a extensão do reconhecimento recíproco do Batismo às Igrejas Anglicana e Luterana (http://pt.radiovaticana.va/news/2014/04/02/sui%C3%A7a:_batismo_de_outras_confiss%C3%B5es_reconhecido_por_anglicanos_e/bra-787051). O documento foi assinado por representantes da Igreja Anglicana e da Federação das Igrejas Evangélicas Luteranas da Suíça e do Principado de Liechtenstein, junto à Conferência Episcopal Católica (CES), à Federação das Igrejas Protestantes Suíças (FEPS) e à Igreja Católica Cristã, que já haviam reconhecido reciprocamente o seus batismos em 1973 (http://verbonet.com.br/verbonet/index.php?option=com_content&view=article&id=36317:suica-batismo-de-outras-confissoes-reconhecido-por-anglicanos-e-evangelicos&catid=5:noticias).

Um movimento global chamado Empowered 21 planeja um segundo Pentecostes para 2015:



Em linhas gerais existe a aceitação mútua do Batismo entre as seguintes igrejas protestantes: Luterana, Anglicana, Metodista, Cristã Reformada, Batista, Presbiteriana e todas as que batizam o fiel usando a seguinte fórmula: "Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém." A Igreja Católica, a Ortodoxa Siriana no Brasil, a Igreja Anglicana, a Igreja de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Presbiteriana Unida assinaram um acordo reconhecendo mutuamente o batismo em suas igrejas, excluindo assim qualquer possibilidade de os fiéis serem batizados de novo, caso mudem de uma dessas denominações para outra. Só tem que ser batizado novamente na Igreja Católica aqueles que foram batizados "em nome de Jesus" (que é o batismo feito pelos Apóstolos [Atos 2:38, 8:16, 10:48 e 19:5; Romanos 6:3, Gálatas 3:28 e Tiago 2:7]; pesquise sobre os acréscimos de Mateus 28:19 e de 1ª João 5:7 - https://www.youtube.com/watch?v=-a0Ecs1yyso), pois o Batismo ecumênico é sempre "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."; já que a crença na doutrina da Santíssima Trindade é o elo de ligação. Na Igreja católica os que foram batizados em Nome da Trindade, apenas receberão os ritos complementares que normalmente as Igrejas Protestantes não fazem (como a unção com o óleo da Crisma), mas não haverá o uso da água. A Igreja Católica também considera válido o batismo das Igrejas Ortodoxas.

· Implicações sobre o mútuo reconhecimento do Sacramento do Batismo - http://www.claiweb.org/Signos%20de%20Vida%20-%20Nuevo%20Siglo/NS_enero08/Enero%20p17a.pdf

“o batismo em nome do PAI, FILHO, ESPÍRITO SANTO, foi imposto como romano pelo imperador Carlos Magno” (INTRODUÇÃO ao Cristianismo, Ratzinger, editora Herder).

· QUEM É DEUS - TRINDADE - O QUE PLATÃO TEM A VER COM O CRISTIANISMO - https://www.facebook.com/groups/498621473485362/640430109304497/



Quais são as grandes pedras no caminho da reta final da unificação das religiões/igrejas? Abolindo o celibato (proibição de casamento e abstinência sexual) dos sacerdotes católicos diminui a distância/diferenças entre a igreja católica e as evangélicas/protestantes mais conservadoras, bem como sobre as demais religiões (algumas crenças pagãs envolvem celibato apenas de forma voluntária e ainda por apenas determinado tempo). Outra pedra é a ordenança de mulheres (muitas religiões pagãs antigas possuíam sacerdotisas e esse espírito está cada vez mais forte). Mais uma seria a questão de não mais condenar os homossexuais (aí chegar-se-á aos padrões de Sodoma e Gomorra). Já o fator de aglutinação (elemento central que permite a unificação) é a doutrina da Trindade; a qual é elementar em várias crenças pagãs apesar de muitas possuírem várias divindades (mas predomina três deuses centrais). Ponto este elevado ao status de dogma (verdade absoluta inquestionável sob pena de excomunhão).

O padre Anibal Pereira Reis converteu-se ao Evangelho, desvinculando-se definitivamente da igreja romana em 1965, e alertou sobre o Ecumenismo que ele conheceu por dentro (http://pt.scribd.com/doc/33129261/Ex-Padre-Dr-Anibal-Pereira-dos-Reis-O-Ecumenismo-e-os-Batistas).

A atitude cristã é se posicionar contra esse coral de falsos ministros, tal como Elias enfrentando os 450 profetas de Baal (I Reis 18:22-39) ou como Eliseu se recusando a fazer parte do grupo de profetas (II Reis 2:3,5).

"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as." (Efésios 5:11).

No Velho Testamento, Deus sempre exigia pureza, santificação e separação das outras religiões. Antes de subir a Betel (casa de Deus), a família de Jacó teve que lançar fora seus “outros deuses” (Gênesis 35:2). Deus falou para Israel não ter nenhum outro Deus (Êxodo 20:1-3), e exigia uma intolerância absoluta em relação aos outros (falsos) deuses (Êxodo 22:20 e 23:24). Adoração de qualquer outro deus é vista como desvio do Senhor (Êxodo 32:8; Juízes 2:12 e 10:6). Josué insistiu na importância de servir somente o Deus verdadeiro, rejeitando os falsos deuses dos outros povos (Josué 24:14-15). Homens fiéis recusavam servir outros deuses, mesmo quando foram ameaçados de morte (Daniel 3:18). Moisés, o libertador dos israelitas, não foi ecumênico (Deuteronômio 30:15-20).

No Novo Testamento, Deus exige a mesma pureza e santificação. Servir falsos deuses é voltar à escravidão (Gálatas 4:8-9). Por isso, devemos nos guardar dos ídolos (I João 5:21 e I Coríntios 10:14); pois a idolatria é um pecado que impede acesso ao Reino de Deus e leva à condenação eterna (I Coríntios 6:9-11 e Apocalipse 21:7-8). Os ensinamentos da Nova Aliança não somente condenam a idolatria, mas toda e qualquer forma da impureza (II Coríntios 6:14 - 7:1). Qualquer um que nos incentiva a aceitar doutrinas que não vêm de Jesus Cristo deve ser rejeitado (Gálatas 1:6-11 e II João 9). Jesus Cristo não é ecumênico (Mateus 7:13-14). Os apóstolos Pedro (Atos 2:36; 4:12) e Paulo (Colossenses 2:20 - 3:4) não foram ecumênicos.

Não há possibilidade de um Cristão genuíno andar de comum acordo concernente a fé, com pessoas que não acreditam nas verdades que estão contidas nas Sagradas Escrituras. Um Cristão autentico não tem comunhão com pessoas que não professam a mesma fé em Cristo Jesus.

"Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gálatas 1:9).

"Não! Quero dizer que o que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (I Coríntios 10:20-21).

"Agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for […] idólatra […] com o tal nem ainda comais." (I Coríntios 5:11).

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?" (II Coríntios 6:14-16).

"Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gálatas 3:26-28).

"Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo?' (Amós 3:3).

"Quando o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu;
E o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas;
Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos;
Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria.
Porém assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas; e cortareis os seus bosques, e queimareis a fogo as suas imagens de escultura." (Deuteronômio 7:1-5).

"Quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, dá a vocês, não procurem imitar as coisas repugnantes que as nações de lá praticam." (Deuteronômio 18:9).

"Não façam aliança com eles nem com os seus deuses." (Êxodo 23:32).

"Feliz aquele que confia em Deus, o SENHOR, que não vai atrás dos ídolos, nem se junta com os que adoram falsos deuses!' (Salmos 40:4).

O Ecumenismo é afronta à Palavra de Deus porque, se doutrina não é importante, a Bíblia (Palavra de Deus) cai em descrédito. Se doutrina não é importante, logo a Bíblia não é importante. Mas os antigos cristãos não pensavam assim. Os apóstolos, e muitos depois deles, foram presos, torturados e mortos, porque insistiam em pregar a verdade (não parcial, mas total). Se estes tivessem cedido, hoje não teríamos mais nada da Bíblia. Não se trata de meros detalhes, mas sim de pontos de suma importância que geram e justificam uma separação (II Coríntios 10:5 e Judas 3). Não é uma guerra ou um conflito entre pessoas e igrejas que pregamos, mas a separação entre o falso e o verdadeiro; o que vem de Deus e o que vem do homem. Aliás, o apóstolo Pedro já disse: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29). O jeito de obedecer a Deus é guardar o que ele diz em sua Palavra e, atender aos apelos ecumenistas é deixar isto de lado e, portanto, é obedecer aos homens no lugar de Deus.

Configura uma afronta ao Senhor Jesus porque Ele perde a sua posição de Cabeça da Igreja (Efésios 5:23 e Colossenses 1:18), pois o Vaticano diz que a mãe de todas as igrejas cristãs é a Igreja Católica Romana e que o seu cabeça (chefe e detentor da prerrogativa da infalibilidade) é o Papa. Ele pode mudar até o que Jesus e seus apóstolos ensinaram (e como tem mudado). Quando alguma Igreja Protestante se predispõe a assinar um tratado ecumênico com a Igreja Católica, automaticamente está reconhecendo o papa, em vez de Cristo, como o líder supremo da Igreja, fechando os olhos para diferenças doutrinárias abissais contrárias à doutrina bíblica, destruindo a sua identidade com a Igreja primitiva e desprezando os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos. Em suma, está apostatando da fé genuinamente cristã.

Constitui uma afronta ao Senhor Jesus porque o depõe de sua posição de única fonte de salvação. Se uma igreja que crê e prega que só a fé em Cristo é que salva, misturar-se a outra que crê e prega que algo mais é necessário para "completar, assegurar ou garantir" a salvação, como poderão conciliar as duas posições? Só há duas alternativas: ou a segunda reconhece a Cristo como o bastante pela Sua Graça (João 5:24 e 14:6, Efésios 2:8-9, Romanos 3:23-24, I Timóteo 2:5-6) ou a primeira deixa esta verdade fundamental do Evangelho de lado. O Ecumenismo não é Cristão, pois seu promotor não é Cristão e seus parceiros também não o são. Ser Cristão é crer que só Cristo salva.

Como pode o Espírito Santo convencer alguém do pecado num encontro ecumênico, se o que é pecado para uns não é para outros? Uns têm seu santo de devoção, mas outros vêm nisto a idolatria; uns praticam a poligamia, mas outros vêm nisto adultério. O que ocorre então nos encontros ecumênicos é que o pecado não é atacado; mas, pelo contrário, não é só liberado, mas também incentivado. Em não existindo pecado, não se tem do que se arrepender, muito menos se terá conversão a Jesus; ainda mais que se prega que todas as crenças levam a Deus.

Considerando que o Espírito Santo guia em toda a verdade, como pode um cristão se envolver num aglomerado de igrejas com doutrinas diferentes e onde cada um tem a sua verdade? É ilusão pensar-se que através de debates e convivência vão-se todos achegar à verdade divina. Na verdade, nos encontros ecumênicos, já não se tenta fazer isto, pois isto os afastaria. Então, fica cada um na sua própria mentira e tudo bem. O Espírito Santo não está lá, pois ele está onde possa estar guiando os servos de Deus em toda verdade e não somente em algumas verdades.

O Ecumenismo é afronta a Deus porque prega o ajuntamento igual de todas as pessoas diante de Deus, indistintamente de suas crenças e práticas. O Ecumenismo é uma afronta à Igreja de Jesus Cristo porque ela perde a sua identidade de anunciadora do Evangelho de Arrependimento e Fé, missão esta que Jesus destinou a ela na grande comissão (Mateus 28:18-20), e de defensora da verdade como "coluna e firmeza" dela (I Timóteo 3:15). Já que todos nós bem sabemos que dentro do chamado cristianismo há todo o tipo de crença, e "cristãos" que nada sabem e nada fazem do que Cristo ordenou, logo, podemos concluir, que isto seria afrontar a Deus, que quer e tem "um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tito 2:14) e "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" (I Pedro 2:9). O Ecumenismo afronta a Deus porque Deus não quer todo mundo de qualquer jeito, Ele quer o Seu povo comprado por Ele com seu próprio sangue (Atos 20:28) e separado (santo).

A unidade da Igreja de Jesus Cristo sempre existiu, porque a unidade da Igreja de Jesus Cristo não é visível, ou, em outras palavras, não depende da unidade de organizações; pois sua unidade é inteiramente espiritual através do Espírito Santo. A Igreja de Cristo, a verdadeira, sempre teve e terá um só Pastor, que é Jesus Cristo, sob a liderança de quem segue firme pra a sua missão e destino. Tem ela também um só Guia e representante legal de Cristo na terra, e é unicamente a Pessoa Divina do Espírito Santo, que a mantém unida porque é Ele o elo que liga seus membros, formando o corpo que cresce para Templo Santo do Senhor. Tem ela também homens escolhidos e ungidos por Deus para o Pastorado. Somos já unidos pelo fato de crermos em Jesus Cristo somente como Único, Suficiente e Capaz Senhor e Salvador. E também porque cremos ser a Bíblia nossa regra de fé e prática, cujas doutrinas fundamentais são as mesmas em todas as comunidades evangélicas. Não precisamos de normas de Roma.

A verdadeira unidade cristã aceitável, só é possível, no mesmo sentido e no mesmo parecer de fé (I Coríntios 1:10). A unidade cristã louvável necessita de unanimidade, fora desta visão, configura-se uma mera politicagem religiosa (Atos 2:41-46). A união cristã está no mesmo Pão [ensino de Palavra] (I Coríntios 10:17). A unidade se introduz a partir de Cristo (Efésios 4:13). A fé não cria agrupamentos com divergências ou contradições (II Coríntios 6:14-18). A Igreja de Cristo não participa de dialética com o oposto ou desempenha o papel representativo nos segmentos alheio (I Coríntios 10:14-21). A única maneira de restaurar nossa comunhão com os hereges é através do arrependimento e renúncia deles a todas as falácias, a fim de que possa haver união e concórdia verdadeiras; uma união com a Verdade, e não com a falácia e a heresia.

"Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós" (1 Cor. 1:10-11).

A convivência dos verdadeiros cristãos com os pseudos cristãos (falsos cristãos, apóstatas, hereges, etc.) e com os pagãos tem que ser semelhante a de jogadores de xadrez, de nunca entregarem o jogo (desistirem de seu rei). Apesar de ser uma disputa entre o joio e o trigo, a luz e as trevas, o bem e o mal, essa batalha é muito mais espiritual do que material ou carnal (Efésios 6:12). Desse modo não deve ser travada como uma guerra convencional, muitos menos como uma guerrilha. O comportamento deve ser similar (não idêntico, mas apenas semelhante) à “guerra fria” a que os Estados Unidos e a Rússia travaram e, ainda, travam de modo mais sutil. Em resumo, apesar de inimigos mortais numa guerra pela vida e liberdade, por questões de lógica, bom senso, convivência, sobrevivência, civilidade e, acima de tudo, pela liderança do Espírito Santo que diz que não é pela força e nem pela violência, mas pelo seu Espírito Santo (Zacarias 4:6 II Tessalonicenses 3:14-15), o combate é no campo da pregação e da prática da Palavra de Deus com equidistância dos adversários (o convívio social com eles não pode implicar em renunciar à Palavra de Deus).